Contratar
bons profissionais e dar treinamento adequado
deixaram de ser as únicas exigências
que o contratante deve fazer com relação
aos motoristas e demais funcionários
das empresas de transporte de passageiros,
hoje é preciso assegurar que estão
devidamente registrados, que a empresa
recolhe todos os encargos e se segue a
convenção coletiva da categoria.
Registrar
funcionários e cumprir a convenção
coletiva custa caro. Considerando os custos
diretos e suas incidências os encargos
sociais chegam a 77,81%, em média,
os benefícios adicionais do acordo
coletivo podem chegar a 35%. Somados encargos
e benefícios para cada R$ 100,00
de salário é preciso gastar
mais R$ 112,81, o custo total é
de R$ 212,81.
Se
não bastasse a grande incidência
dos encargos trabalhistas o poder arrecadador
ainda exige que o contratante desconte
parte do faturamento gerado pelo contratado
para recolher antecipadamente alguns tributos.
É o caso da parcela relativa ao
INSS, sobre o valor da prestação
de serviço deduz-se que 30% equivale
ao custo de mão-de-obra e sobre
o resultado o contratante é obrigado
a recolher 11%.
Se
este valor não corresponder ao
valor devido pela empresa de transporte
esta deverá fazer a compensação,
o que no mínimo, exigirá
mais recursos disponíveis gerando
custos financeiros.